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Data do século XVI a primeira referência à existência de cães de fila nos Açores, mais concretamente na ilha de S. Miguel. O facto das ilhas açorianas terem uma propensão natural para a exploração pecuária de gado bovino, conduziram à criação de uma raça canina especialmente dotada para a fauna de conduzir e defender este gado.

Ainda que os cães hoje existentes descendam de exemplares de mastins e alões levados do continente pelos colonos desde o tempo do infante D. Henrique e posteriormente tenha sido introduzido sangue dos ingleses Mastiff, Bulldog e Dogue de Bordéus francês, resultado dos contactos marítimos com estes povos, existe hoje uma raça bem definida com características morfológicas e temperamentais muito concretas.

Usado essencialmente na condução do gado bovino leiteiro que existe no arquipélago, é interessante ver a forma como mobiliza um animal. Foi também treinado como cão de montaria para a caça ao javali. O seu temperamento agressivo e a sua coragem fazem dele um potencial exemplar muito apreciado para este fins.

O seu estalão data de 1993, foi finalmente aprovado pela FCI (Fédération Cinologique Internacionale) em Janeiro de 2008, fazendo assim com que o seu reconhecimento internacional seja possível, o que denota um crescimento acentuado desta raça. O cão de Fila de S. Miguel é muito rústico nascendo e vivendo no campo junto do gado que justifica a sua existência!